“Quem não é visto, não é lembrado…”. Esse conhecido adágio popular já é unanimidade em nossa cultura. Essas pequenas “verdades” são interessantes, pois, quase sempre mostram o imaginário coletivo da sociedade e os labirintos de nossa cultura. Em termos concretos, nós já assimilamos essa ideia, não é mesmo?

Pois é… Jesus não parece que compactua com essa postura conformista de estabelecer relações a partir de referenciais de geografia, muito menos de similaridade e reciprocidade. Em diversos momentos, a Palavra de Deus aponta para uma direção opostamente radical. Ao mencionar sobre a Grande Comissão com termos tais como: “até os confins da terra” (At. 1:8), “os fins da terra” (Is. 41:5), “até as ilhas mais longe” (Is. 66:19), “discípulos de todas as nações” (Mt. 28:19), “todo povo, raça, língua e nação” (Ap. 7), e assim por diante, as Escrituras nos comissionam a amar todas as pessoas, sejam as de perto, sejam de longe, tanto as amigas quanto as inimigas.

Hoje, queremos falar sobre um povo distante, que estão a 17 mil quilômetros de nós. Eles são diferentes, têm uma língua extremamente complexa e com uma escrita que não é latina. Sua comida é diferente, suas roupas, valores, bem como, cosmovisão e hábitos também. São budistas. Quase todos budistas. Mas, eles estão no coração do Pai e são tão amados quanto cada um de nós. Naquele Grande Dia, eles também estarão diante do Cordeiro. Juntos, cantaremos que só Ele, o Eterno Deus, é Santo e Digno de ser adorado e receber todo louvor.

Mas, para isso acontecer, eu e você, já salvos em Cristo, precisamos lhes apresentar as Escrituras e fazer o convite para se juntarem a nós na Grande Festa das Bodas do Cordeiro.

Esse lugar é a Tailândia! Fica no Sudeste Asiático e é conhecida como a “Terra dos Livres”. É um país com quase 70 milhões de habitantes e, segundo fontes como o ministério de pesquisa missionária Projeto Josué (ou, Joshua Project, no original) apenas 0,51% dos seus habitantes que podem ser considerados cristãos evangélicos. Por sua vez, se somarmos as diferentes tradições e formatos de fé tidas como ‘cristãs’ e representadas ali, tais como adventistas e católicos, por exemplo, há apenas 1,3% de representantes dentro de uma maioria esmagadora de budistas ativamente praticantes (84%), sendo que, muitos desses, ainda cultivam concomitantemente, práticas religiosas sincréticas e animistas.

Entretanto, o Budismo é muito mais do que uma religião majoritária por lá. Ele rege a nação e formata a cultura de maneira dominante. Nesses contextos, não se tem claramente a ideia de conversão. Afinal, todos nascem imersos no budismo, são educados nele (quase todos os homens, literalmente, recebem ensino nos mosteiros), assumem seus valores e repassam às suas famílias. Não há um costume de conversão. Na Sociedade tradicional Tai, o Budismo é o caminho natural, milenar e, geração após geração, eles permanecem fortemente comprometidos com as heranças e raízes culturais que se desdobram dessa prática de fé.

Crianças oram pela manhã aos pés dos monges. Duas vezes ao dia, os monges saem às ruas para recolher doações. E todos precisam doar. Alguns se prostram diante deles na rua. As casas têm seus pequenos altares. Os supermercados, shoppings, concessionárias … em todos os lugares, há um Buda erguido para devoção e fé. O budismo é a educação, a atmosfera, a paisagem. É como a linha que costura todo o tecido social tailandês.

Há quem diga, também em nível de adágios populares, que “ser tailandês, é ser budista”.

Então, como a Igreja do Senhor consegue brilhar Sua Luz em um contexto tão escuro? Nas poucas igrejas do País, a presença de estrangeiros sobressai, tanto na liderança como entre os membros. Há ainda outras em que o culto acontece somente em Inglês, inclusive. Em certo sentido, parece que, o “Cristianismo é uma religião de gringo”. Naturalmente, há uma forte resistência no Povo Tai a conhecer a Palavra de Deus e a se render ao Pai de Amor.

Mas, não há missionários na Tailândia? Há, sim! Centenas deles! Porém, pouca coisa muda. O que seria maior: a indiferença dos tailandeses ou a incapacidade da força missionária? Difícil definir.

Assim, notamos que essa difícil realidade, que vem retratando um campo missionário altamente complexo, torna nossa Tarefa de comunicar a Boa Notícia e fazer o convite ao povo da Terra dos Livres, um grande desafio.  Afinal, definitivamente, a Tailândia, não é hoje um lugar para iniciantes no ministério transcultural e nem para aqueles interessados apenas em uma experiência de curto prazo, e nem tampouco para aqueles que não têm a capacidade de perseverar em meio ao contexto de frieza e indiferença. A “Terra dos Livres” é campo que demanda projetos de vida, além de dedicação e trabalho intensos, como também, muita oração e extrema capacidade de resistir às complexidades culturais e à alimentação exigente, ao calor estafante e, especialmente, a um universo mergulhado na adoração aos budas em seus milhares de templos.

E os desafios não param por aqui. Existem vários povos com línguas minoritárias que ainda precisam de documentação e que demandam a tradução das Escrituras, por exemplo. Há também um crescente número de refugiados vindos de diferentes países vizinhos, existem bastante prostituição e tráfico de seres humanos, mais de uma centena de milhares de surdos sem obreiros cristãos qualificados para lhes pregar em língua de sinais, dentre outras realidades desafiadoras, como uma economia que, em boa parte, é sustentada pelo turismo sexual e religioso.

Como Povo Missionário, o que faremos diante de tamanha necessidade? O Senhor pode contar com alguns que ainda choram pelos flagelos espirituais dos povos? Será que, hoje, no Brasil da Lava-Jato, das crises econômicas e do feijão a preços exorbitantes, ainda nos permitimos enxergar que os campos estão brancos e nos lembrar das ordens divinas?

Como Sua Igreja Brasileira, nós recebemos um chamado. E Jesus, nosso Único Senhor, fez a nós uma convocação clara: amar a todos. Tanto os de perto quanto os de longe. Há ovelhas perdidas, longe do aprisco. Muitas! Milhões! Sempre será mais difícil, trabalhoso e caro alcançá-las. E sempre será mais fácil, simples e barato falar no nosso bairro. Porém, precisamos fazer as duas coisas. Nem de longe, esse sacrifício conseguirá ser maior do que o sacrifício do Cordeiro no Calvário, tanto por mim quanto por você.

Queremos lhe convidar a dar um passo além do susto ou da pena. Queremos lhe convidar a amar não apenas de palavra, mas de fato e de verdade (1 Jo 3:18).

Hoje falar de missões transculturais, sustento missionário, adoção ou oferta está terrivelmente complicado em nossas igrejas. Parece que a crise nos dispensa de obedecer a Deus e sua palavra. Mas, não deixaremos de lhe dar uma oportunidade. Venha conosco para a Tailândia. Seja um mantenedor do projeto Terra dos Livres.

Uma família missionária está indo para a Tailândia nos próximos meses. Precisam de muita oração – por saúde, sustento, visto na embaixada, recursos para aluguel, escola de idioma, escola para filhos, alimentação. Você pode se comprometer a pelo menos orar por isso? São enormes os desafios. Uma mudança de 17 mil quilômetros não é fácil. Você pode ofertar ou mesmo ser um mantenedor mensal desse trabalho de Evangelização de Budistas.

Deus conta com Seu povo para que a glória de Deus seja anunciada entre as nações. Ele já fez Sua parte. Agora chegou nossa vez. Agora chegou sua vez! Queremos que essa terra seja realmente liberta. Sonhamos que seu povo, de fato, seja livre! Livres, em Cristo Jesus!

 

PARA MAIS INFORMAÇÕES, ESCREVA PARA:

Ministério Terra dos Livres

terradoslivres@protonmail.com

 

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