Aqui estão algumas experiências que vivenciei na aldeia, relacionadas a importância das pessoas terem a boa notícia traduzida na língua em que elas podem compreender melhor.

Uma certa tarde quando eu estava ocupado com algumas atividades de tradução, alguns jovens que costumam jogar futebol no campo da igreja entraram na casa pastoral onde resido e me observavam enquanto eu trabalhava. Dentre esses jovens, alguns são crentes nominais, outros católicos e um é mulçumano. Então de forma espontânea e inesperada, o líder de jovens da igreja que também mora na casa pastoral pediu que eu falasse alguma coisa de Deus para esses jovens. Então falei sobre o fim do mundo e da necessidade de termos um compromisso sincero com Cristo. Todos eles me olhavam fixamente, inclusive o mulçumano e me faziam perguntas sobre o assunto. Fiquei impressionado como Deus criou a situação e então na mesma hora tivemos a ideia de convidar-lhe para que voltassem a noite para participar da reunião de oração de jovens e na ocasião exibiríamos um filme. E assim aconteceu, todos eles vieram para a reunião da noite, eram mais de 20. Depois do período de oração exibimos alguns vídeos curtos que tratavam do fim do mundo e depois um filme que tratava das histórias dos cristãos primitivos que sofriam toda sorte perseguição e sofrimento por causa de Cristo. Quando o filme terminou, fizemos uma sessão de reflexão sobre o que havíamos assistido. Ao termino da reunião, refleti sobre o futuro daqueles jovens, caso eles não assumam um compromisso real com Jesus.

A comunidade onde atuo tem uma quantidade muito grande de jovens, e mais de 90% da população segue a confissão protestante, mas o nominalismo é muito comum entre eles. Assim, entre as atividades de tradução tenho cooperado com o líder de jovens na medida do possível.

 

Em relação ao encontro de tradução de histórias bíblicas (Projeto OneStory) que acontece a cada três meses na cidade, fomos profundamente impactados com o testemunho de conversão de uma senhora que atua como auxiliar linguística de uma das equipes do Programa. Ela não sabe ler, nem escrever e se envergonhava por não poder falar bem o idioma nacional. Ela nos contou que adorava ídolos e era envolvida com práticas de feitiçaria, mas no dia em que ela começou a ouvir as histórias bíblicas na sua própria língua, tomou consciência de que estava no caminho errado e abandonou essas práticas e passou a seguir a Jesus, juntamente com a sua família. Uma das histórias que a impactou foi a libertação do gadareno. Essa senhora demonstrou o seu contentamento de servir a Jesus, pois mesmo sem saber ler e escrever, ela pode contar a boa notícia para outras pessoas na sua aldeia.

O encontro de tradução aconteceu de 24/10-13/11 – 2015, e no último dia do evento foi realizado uma reunião com vários líderes evangélicos para tratar dos projetos futuros. Nessa reunião decidiu-se que haverá uma Oficina para criação de hinos nas línguas que já receberam as histórias bíblicas, depois seguira com a tradução do evangelho de Lucas e posteriormente com a dublagem do filme Jesus para cada uma dessas línguas. Além disso, mais seis novas línguas entrarão no Programa OneStory que iniciara em 2017, uma delas será a língua do povo do Jotta, o ex mulçumano que tenho acompanhado há mais de um ano. Glorias a Deus!

No dia seguinte da reunião, viajei para o país vizinho, pois o meu visto acabaria dentro de dois dias. Fui com uma amiga e encontrei outros colegas brasileiros. Em cada detalhe pude ver o cuidado de Deus. O processo de retirada do novo visto ocorreu sem problemas. Quando eu e minha colega tivemos dificuldades para sacar dinheiro com o nosso cartão bancário, o Pai nos abriu uma porta. E assim experimentamos mais uma vez em nosso dia a dia, o cuidado provedor do nosso bondoso Pai. Mesmo sendo uma viagem para resolver questões de visto, tivemos a oportunidade para descansar depois de havermos trabalhado intensamente durante as três semanas do Encontro de Tradução.

 

Quando voltamos para o pais que mora, seguimos para uma cidade estratégica e participamos de uma reunião administrativa com a Organização de Tradução com a qual trabalhamos em parceria.

Agora já estou de volta a Ilha onde vivo atualmente e voltarei para aldeia para dar continuidade aos trabalhos. Mais uma vez conto com a parceria de cada de um vocês! Cada um de vocês fazem parte desse trabalho. Somos parte da mesma equipe que de diferentes formas cooperamos com o Dono da Seara para que a boa notícia se espalhe como semente em todas as ilhas daqui do outro lado do mar.

 

Quero deixar um forte abraço para todos vocês!

peregrino.asia@gmail.com

 

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