Sempre ouvimos falar nos Povos Não Alcançados, daqueles que não conhecem a Jesus e seu poder de Salvação. Porém, o número é ainda maior do que se pensa.  Segundo informações divulgadas pelo Departamento de Estado dos EUA na última quarta-feira (10.08), 75 por cento da população mundial sofre com perseguição religiosa.

O Relatório Internacional Liberdade Religiosa de 2015, lançado em 10 de agosto, analisa que a perseguição a essa quantidade de pessoas que seguem a Cristo é feita por meio de “políticas de governo ou os atos hostis contra indivíduos, organizações ou grupos sociais”.

“Em todo o mundo, os governos continuam a restringir suas leis e regulamentos sobre os grupos religiosos e, particularmente, os grupos religiosos minoritários e religiões que são vistas como ‘não tradicionais’ para esses países específicos”, segundo dados do relatório, que é atualizado anualmente.

Durante o estudo, os pesquisadores descobriram que o número de países que exigem “algum tipo de registro” por causa de questões religiosas aumentou significativamente ao longo dos últimos 20 anos, para quase 90% em todos os países. Eles descobriram “uma forte ligação entre o aumento dos requisitos de registro e uma deterioração geral na situação da liberdade religiosa em muitos países”. Eles descobriram ainda que os membros de religiões minoritárias, ou religiões que são novas em um país, são desproporcionalmente discriminados por este regulamento crescente do espaço religioso nessas nações.

O relatório colocou particular ênfase nas chamadas ‘leis de blasfêmia’ – muito comuns em países de cultura islâmica – em todo o mundo, a qual o embaixador da liberdade religiosa internacional, David Saperstein, disse ter um “efeito paralisante, por vezes mortal”.

“Cerca de um quarto dos países do mundo têm ‘leis de blasfêmia’, e mais de um em cada 10 têm leis ou políticas que punem a apostasia. A existência dessas leis tem sido utilizado pelos governos em muitos casos para intimidar, reprimir minorias religiosas, e os governos têm muitas vezes deixado de tomar as medidas adequadas para evitar a violência social, desencadeada por acusações de blasfêmia e apostasia”, disse Saperstein.

“Quando estas reivindicações são claramente baseadas em falsas acusações, os governos muitas vezes não conseguem agir para prender os criminosos responsáveis. Estas falhas de governo enfraquecem a confiança no Estado de Direito, criando uma atmosfera de impunidade para aqueles que queiram recorrer à violência ou fazer acusações falsas de blasfêmia”.

O Departamento de Estado dos EUA destacou o Paquistão, Sudão, Arábia Saudita e Mauritânia como países que aplicam punições particularmente duras contra os crimes de ‘blasfêmia’ e ‘apostasia’.

“Tais leis acabam entrando em conflito e minam os direitos humanos universalmente reconhecidos”, disse o órgão internacional.

O relatório também citou o Estado Islâmico e o Boko Haram, como “os abusadores mais flagrantes da liberdade religiosa no mundo”, no ano passado (2015).

O documento oficial condenou “a estratégia brutal do Estado Islâmico contra grupos minoritários, como yazidis, cristãos e até mesmo muçulmanos xiitas”, além dos “indiscriminados ataques violentos do Boko Haram, destinados a cristãos e muçulmanos que se manifestaram contra ou se opunham à sua ideologia violenta”.

O governo sírio também foi apontado pelo relatório como o responsável pelo abuso de muçulmanos sunitas e membros de outros grupos religiosos minoritários.

Países específicos onde os cidadãos foram têm sua liberdade religiosa negada também foram apontados, como a Coreia do Norte – onde o exercício e a declaração de fé são fortemente restristas – Eritreia, a Birmânia, Vietnã e República Centro-Africana.

A chamada ‘legislação anti-extremismo’ da Rússia também tem sido utilizada pelas autoridades do país para “revogar as inscrições de grupos religiosos minoritários e impor restrições sobre suas práticas religiosas e sua capacidade de comprar terrenos e construir novos templos”, segundo o relatório.

 

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