Estamos num momento único da história do mundo devido a globalização. A tecnologia de informação e os meios de transporte tem aproximado, por exemplo, beduínos de esquimós! As pessoas deixaram os blocos de onde viviam e migraram, seja por opção ou por sobrevivência, para outras comunidades ao redor do mundo.

Se eu perguntar a você quem vive em Moçambique, qual será sua resposta? Se você responder  “somente moçambicanos”, você estará errado..

O que você diria sobre as pessoas que vivem na Inglaterra? E que tal pensar nos estados Unidos?

Em Moçambique vivem moçambicanos e também milhares de Chineses, na Inglaterra temos uma população enorme de Indianos, Paquistaneses e Bengalis e nos Estados Unidos os Latinos e refugiados Iraquianos, Somalis e Afegãos crescem cada vez mais. Os povos migraram, miscigenaram e o mundo mudou.

Neste novo século precisamos fazer a “lição de casa”, que consiste em aprender a se relacionar com pessoas de outras peles, culturas e crenças.

Os mais antigos apresentam um discurso saudosista: “Antigamente éramos verdadeiros Britânicos, Americanos, ou Franceses.  Neste mês, na Europa, ocorre a Eurocopa, onde seleções de futebol de vários países da Europa estão reunidas para o torneio na França. No início de cada partida os times cantam os hinos nacionais de seus respectivos países. Observe, por exemplo, o time da Alemanha, enfileirado, cantando seu hino. Parte do time é de origem Turca. E a França com parte do time formado por negros. O mundo se tornou um mosaico de culturas.

COMO SEGUIDORES DE JESUS, nossa lição de casa é o exercício do amor. Amar o próximo e intencionalmente, passar por Samaria, ou seja, ir ao encontro das pessoas diferentes, que não pertencem a nossa cultura.

Estas pessoas diferentes, agora são nossos vizinhos, eles, ainda com sotaque, já falam nosso idioma e até contam piadas na nossa língua.

Você se lembra do “IDE” no final do Evangelho de Mateus? Podemos dizer agora, vá, passe a primeira esquina e na próxima vire à esquerda que rapidamente você encontrará famílias Sírias, Iraquianas, Somalis, etc. Quando passamos a conviver com pessoas de outras culturas, logo concluímos que “elas não são tão diferentes de nós”.

COMO FICA A OBRA MISSIONÁRIA NESTE NOVO SÉCULO?

Missiologia da Diáspora – Enoc Wan é um dos teólogos que tem escrito sobre este novo tema em missões. Vale a pena ler seus artigos e livros. É preciso repensar os treinamentos teológico e missiológicos em nossos seminários e centros de capacitação de missionários pois a obra missionária deixou de ser geográfica.

Missões Transculturais: Em nossas cidades, e em nossas ruas já existem pessoas de Samaria, Judéia e até “dos confins da terra”. Deus tem trazido outros povos para que a igreja seja abençoada. Asiáticos estão mudando para Europa, África e Estados Unidos.

É preciso ter maturidade e compreender que alcançar, por exemplo, sauditas, não é preciso, necessariamente entrar na Arábia Saudita. Atualmente, milhares de coreanos do Norte vivem na China e no Vietnã.

Mobilizar as igrejas onde a migração tem sido significativa é um dos mais efetivos trabalhos missionários deste século. A Alemanha, por exemplo, recebeu nos últimos dois anos, cerca de dois milhões de refugiados. Nossos irmãos Alemães, precisam ser mobilizados para alcançar esses refugiados, assim como a Igreja americana precisa alcançar os ricos estudantes Sauditas bem como os milhares de refugiados Afegãos, Iraquianos e Somalis que hoje ocupam o solo americano.

É sabido que o centro do Cristianismo atual migrou da Europa e dos Estados Unidos para a África, Ásia e América Latina. Hoje, como igreja brasileira temos o exemplo a ser evitado do liberalismo e do secularismo que enfraqueceu o Cristianismo no velho continente e nos EUA. As igrejas nestes locais precisam do apoio das igrejas que, no passado, foram plantadas por missionários Americanos e Europeus. Eles deixaram de ser os fortes países enviadores e agora já são campos missionários.

A igreja Brasileira tem a oportunidade de repensar a forma de se envolver na Grande Comissão para este novo século. Cada cristão deve ser um missionário transcultural, mas com novas ferramentas no seu “kit missionário” cumprindo a tarefa de alcançar os povos não engajados e não alcançados “lá longe” e agora, também, na sua própria cidade e na sua própria rua.

Acreditamos que a maior contribuição que podemos trazer para o movimento missionário é a mobilização. Mobilizar cada brasileiro a alcançar tanto brasileiros como os amigos de outra cultura que estão próximos, assim como, mobilizar a igreja Americana e Europeia diante dos desafios da chegada dos refugiados e da onda do liberalismo.

A mobilização também é válida nos distantes campos transculturais como na China por exemplo, onde a igreja doméstica chinesa já se levanta para  alcançar povos dentro e fora de seus muros.

Fonte: Texto de Dr. Jeferson Chagas, leia mais

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