Mônica pertence a uma família cristã. Desde que conheceu Jesus em um acampamento para jovens, ela dedica sua vida em compartilhar o Evangelho. Ela quer iniciar um ministério em sua cidade natal, no estado de Rakhine, porque, como diz Lucas 2.10: “a seara é grande, mas poucos são os ceifeiros”.

Das 60 famílias do vilarejo de Mônica, apenas seis creem em Jesus Cristo. “Há muito tempo atrás, algumas pessoas vieram para o nosso vilarejo para servir e pregar o Evangelho, mas elas perderam suas vidas por causa da perseguição. Quando isso aconteceu, os cristãos desapareceram. Agora, não há pastor, evangelista ou missionário trabalhando em minha comunidade. Nos anos seguintes, é possível que ninguém sirva aos poucos cristãos de Rakhine. Vendo isso, pensei que, se eu não estudar e trabalhar entre meu povo, a obra de Deus entre eles poderá acabar”.

“Tornar-se um missionário cristão em nossa comunidade é muito difícil porque temos de ser pacientes”, continua ela. “Temos de servir e estar com o nosso povo por vários anos, antes de pregarmos o Evangelho. Temos de estar presentes”.

Mônica é recém-convertida e costuma fazer uma série de viagens missionárias para aprofundar sua compreensão da fé. Essas viagens são sempre desafiadoras, mas a graça de Deus a sustenta. “Em uma viagem missionária ao Delta, compartilhamos a Palavra de Deus em um vilarejo onde muitas pessoas não nos conheciam. Enquanto compartilhávamos nosso testemunho, as pessoas vieram nos atacar”.

“Sou grata a Deus que nosso líder estava conosco naquele momento e fomos poupados de agressões. Se estivéssemos sozinhos, poderíamos estar em perigo por compartilhar o Evangelho.”

“Por diversas vezes, senti que deveria parar, deveria cessar meus estudos e meu compromisso em servir ao Senhor por causa do sofrimento que enfrentamos na comunidade. Mas, ao ponderar e dedicar um tempo à oração, Deus remexeu meu coração e eu percebi que estava seguindo os passos de Jesus, passando pela estrada do Calvário, o caminho da cruz.”

“Estou sofrendo, mas continuarei orando e estudando a Bíblia; não vou parar. Não cessarei meus estudos e compartilharei o Evangelho”, prossegue ela. “Em Cristo, posso todas as coisas”. Filipenses 4.13 é o versículo favorito de Mônica.

monica

“Também sou inspirada pela história de Moisés”, diz ela. “Quando Deus chamou Moisés pela primeira vez, ele não aceitou o chamado, dizendo que não era capaz e não sabia falar bem. Mas, quando Deus o escolhe, você não pode dizer ‘não’ sempre. Como Moisés, não posso dizer ‘não’ para o chamado de Deus porque vejo quão poucos ceifeiros existem.”

“Ainda sou jovem no ministério”, continua ela. “Estou aprendendo no seminário, mas, durante as férias, sirvo no campo missionário e enfrento diversas dificuldades nessas regiões. Também sei que, quando estiver formada e comprometida em servir no campo missionário, mais dificuldades virão.”

Mônica está terminando seus estudos bíblicos em Yangon.

*Nome alterado por razões de segurança.

Pedidos de oração

 

  • Um fim ao conflito entre o povo de Rakhine e os muçulmanos rohingyas. Tem havido conflitos entre pequenas comunidades que somente poucos sabem a respeito. Seus conflitos evoluíram para os do tipo religioso e, caso persistam, os cristãos serão afetados.
  • Pelo irmão mais velho de Mônica que luta contra o alcoolismo. Sua saúde deteriorada preocupa e distrai Mônica enquanto completa seu curso.

Fonte: Missões Portas Abertas

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